Práticas investigativas: ensino de ciências no combate ao negacionismo

Autores

  • Diego Roberto da Silva Universidade Federal do ABC Autor
  • Ana Carolina Santos de Souza Galvão Galvão Universidade Federal do ABC Autor

Palavras-chave:

ensino investigativo, negacionismo científico, mudanças climáticas, educação científica

Resumo

Neste projeto é abordada a eficiência do método investigativo de educação no combate a desinformação e contra o impacto do negacionismo científico, impulsionado pelo conservadorismo de ultradireita e pela influência de líderes religiosos em comunidades periféricas. A confiança que essas comunidades depositam nos líderes religiosos muitas vezes facilita a disseminação de notícias falsas. A pandemia e as discussões sobre mudanças climáticas são exemplos de como esses discursos influenciam decisões equivocadas, como no caso do movimento antivacina. O projeto descrito foi desenvolvido em uma escola na periferia de Campinas, cujo público-alvo são alunos do ensino médio noturno. O objetivo foi combater fake news e o negacionismo sobre o aquecimento global, promovendo uma abordagem investigativa no ensino de ciências. Os alunos foram incentivados a analisar dados de temperatura fornecidos pelo site da NASA-GISS e a construir gráficos que permitissem diferenciar clima e tempo. Apesar de alguns alunos inicialmente demonstrarem posturas negacionistas, a análise de dados reais os levou a questionar essas crenças. O projeto mostrou que é possível combater a desinformação por meio de práticas científicas autênticas, permitindo que os alunos desenvolvam pensamento crítico. A educação científica investigativa é uma ferramenta poderosa para combater o negacionismo, reforçando o papel da escola como um espaço de resistência à desinformação e de promoção da cidadania ativa.

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Publicado

24.04.2026